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Facebook
Faz tempo que não escrevo no Blog, mas estou ativo no Facebook. Quem quiser me acompanhar, me procure no Facebook.
Escrito por Fernando Carneiro às 12h00
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Juliano Pessanha
O próximo a falar na Capítulo 4 será o filósofo/poeta Juliano Garcia Pessanha. Uma grande oportunidade de desfrutar a companhia de alguém tão especial. Data e horário serão informadas em breve.
Escrito por Fernando Carneiro às 08h08
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Trecho do romance "Revolutionary Road", Richard Yates
“Wow”, he Said. “Now you’ve said it. The hopeless emptiness. Hell, plenty of people are on the emptiness part; out where I used to work, on the Coast, that’s all we ever talked about. We’d sit around talking about emptiness all night. Nobody ever said ‘hopeless,’ though; that’s where we’d chicken out. Because maybe it does take a certain amount of guts to see the emptiness, but it takes a whole hell of a lot more to see the hopelessness. And I guess when you do see the hopelessness, that’s when there’s nothing to do but take off. If you can.”
Escrito por Fernando Carneiro às 22h58
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Suicide
Todo autor tem de escrever uma carta de suicídio pelo menos. Ainda bem que a minha é ficcional. Querida Lívia, Pequena Lívia, Na nossa cidade há uma praça. Fica um tanto longe de casa. Eu explico o caminho: Você está na Giovani Gronchi, passa o estádio, entra na rua do Santo Américo, pega a primeira à direita e logo a primeira à esquerda. Tem início uma ladeira. Avistando um muro branco, alto, dobre à esquerda. Você cairá em outra aclive, este em curva. Siga o caminho caracolado. Onde a rua termina, ali, há uma praça. Em volta, os edifícios são altos e opulentos. Na maior parte do dia eles projetam sombra sobre o canto onde se encontra um balanço. Dois balanços numa armação de madeira maciça. Eu descobri essa praça por causa de uma entrega. Na época mamãe trabalhava com catering. Voltei ali três ou quatro vezes naquele ano. Sempre, antes de ir embora, gastava um tempo admirando aquela praça miúda onde o sol mal tocava, cuja grama de tão rala parecia um carpete, e imaginava poder ter uma menina, sentá-la numa daquelas cadeiras de balanço pintadas de amarelo, sempre vazias, e balançá-la o tanto quanto ela quisesse. Por anos voltei à praça um sem-número de vezes não física, mas mentalmente, sempre que a vida ressecava. Seu pai costumava chegar tarde do trabalho. Eu preparava o jantar e depois corria ao terraço. Passava horas atenta ao trânsito, aos carros que poderiam ser de seu pai. Você não sabe o quanto eu lutei para que ele comprasse um carro amarelo. Sabia que é raro encontrar carros da cor amarela? Olha-se do alto e as cores predominantes são o cinza, o azul marinho, o preto, o prata, até o branco se vê bastante. Se o carro de seu pai fosse amarelo, minha vida teria sido mais fácil. Chegava uma hora que eu era incapaz de identificar dois modelos diferentes, daí me mandava para a praça, sentava no balanço, o dia era sempre claro, uma nitidez de oásis, a luz do sol recaía plena sobre a praça, o balanço não rangia. Eu olhava para o céu, as nuvens eram esparsas, instáveis. Olhava para o chão, a grama era incipiente; a terra, vermelha. Ninguém me empurrava, eu mesma dava impulso, se bem que o vento contribuía, porque ventava no meu devaneio. Assim eu tolerava o calor ou o esquecia por completo. Semana passada depois que seu pai se foi, escapuli do hospital e me dirigi à praça, a real, mas não pude vê-la. Deparei-me com uma cancela no meio do caminho. O moço na guarita me disse que aquela rua era, havia mais de dois anos, propriedade particular e que eu não podia avançar daquele ponto. Nisso regressei ao hospital para ouvir dos seus avós e tios que eu tinha de voltar para você, que minha vida agora era você, como se você fosse capaz de se manter acordada os dias e as noites, sem me dar um minuto sequer de respiro para que eu me dirigisse ao terraço e imaginasse os carros indo para todas as casas menos a nossa. Agora você está em sono profundo, relutou um pouco, mas adormeceu logo, estava exausta, tal como eu estou. O clima no terraço é gelado e o inverno nem chegou. Há dois dias comi uma pêra que de tão macia e cremosa se liquefez na minha boca. Comi apenas metade. Deixei a outra para depois, mas esqueci de embrulhá-la em papel filme. Hoje a encontrei na geladeira, o lado cortado virada para cima, escurecido. Não perdi as esperanças, peguei uma faca e comecei a cavoucar até eliminar quase tudo que era preto e mole. Em seguida, extraí as sementes. Para não desperdiçar nada, comi o que restou com casca e tudo, mas não tinha o mesmo gosto da primeira metade, aliás, não tinha mais gosto nenhum. Engoli ainda assim, embora devesse ter cuspido... Surge, então, um carro amarelo. Estaciona na frente do nosso prédio. Não dá para ver o rosto do motorista. A bem da verdade é que ninguém desceu do carro. Espero. Não me conformo que não aceitaram instalar um balanço no nosso prédio. Ora, faria tantas crianças felizes! Como eu briguei por um balanço! Nunca mais consegui remontar a praça em minha mente. Arrependi-me de ter voltado lá. Espero dentro em pouco estar nela... não tenha raiva de mim, eu sou fraca, eu sei, mas seria muita crueldade você me ter do seu lado a vida toda. Seus avós são responsáveis e pacientes, são saudáveis, vão durar ainda muito tempo. Só lhe peço que não tema os balanços, que não se acanhe a pedir que outros, ainda que estranhos, a balance. Quando você estiver subindo, olhe para o alto, veja com que facilidade as nuvens se desfazem. Nenhum sentimento no mundo se compara a quando o balanço está ascendendo e abrimos os olhos. Nenhum. Tudo há de ficar bem. Acredite na sua mãe. Ninguém deixou o carro. É melhor assim.
Escrito por Fernando Carneiro às 11h28
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Dicas
Como estou blogado. Eis duas mensagens no mesmo dia. Dica de leitura: "Norwegian Wood" do Haruki Murakami Me deixou hipnotizado, em transe, por todas as suas quase 300 páginas. Uma história de amor e de dor, exclusão, instabilidade, de arrepiar. Toru ama Naoko, mas ela não consegue deitar com ele. Ela está num hospital psiquiátrico nas montanhas e ele na faculdade em Tokyo. Leiam, please! Dica Musical: Local Natives - "Sun Hands" (lembra Fleet Foxes mas é menos rootsy. Muitas harmonias, uma arranjo de guitarra dreamy. Uma canção única.)
Escrito por Fernando Carneiro às 19h22
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Encontro Maice Rocha
Faz tempo que não atualizo meu blog, eu sei. Às vezes eu sumo. Às vezes eu volto. Então voltei para divulgar o primeiro encontro literário do ano na Livraria Capítulo 4. Será com minha amiga Maice Rocha. Será com certeza um papo bem gostoso. O encontro será na próxima quinta-feira, dia 25, às 19:30 hs. Ela falará sobre seu livro de poesias, "Prelúdio da Revoada". O endereço é Rua Tabapuã, 830 (próximo à R. João Cachoeira).
Escrito por Fernando Carneiro às 19h13
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Palestra 24/11 - terça-feira
O escritor Ricardo Lísias lê trechos do recém lançado “O Livro dos Mandarins”, editora Alfaguara (2009), conversa com o público e autografa exemplares. Data e horário: 24/11 às 19:30, terça-feira, na Livraria Capítulo 4 na Rua Tabapuã, 830 pouco antes da João Cachoeira. Sinopse do romance: Em 'O livro dos mandarins', Ricardo Lísias narra a trajetória de Paulo, um executivo bem-sucedido e competitivo que possui uma única obsessão - ser escolhido, entre os candidatos do banco em que trabalha, para uma vaga na China. Para montar sua detalhada carta de intenções, ele vai muito além de seus concorrentes. Estuda mandarim, pesquisa dados históricos e culturais sobre o país, lê a biografia de Mao Tse-Tung, o Grande Timoneiro e se torna um especialista. Então, Paulo se torna um profissional completo, que tem como lemas a perseverança, a organização e a liderança. Uma vez em Pequim, sua carreira estará garantida. Poderá galgar postos no banco, chegando à presidência do conselho em Londres. Depois, quem sabe, escrever um livro de autoajuda para jovens executivos e até, talvez, abrir sua própria empresa de mentoring, coaching e counselling. Paulo só não conta com um pequeno detalhe - os planos reservados a ele são muito diferentes do que poderia imaginar.
Sobre o autor: Ricardo Lísias nasceu em 1975, em São Paulo, é doutor em literatura brasileira pela USP, ensaísta e escritor. Publicou Cobertor de estrelas (Rocco, 1999), Capuz (Hedra, 2001), Duas Praças (Globo, 2005), Soldado brasileiro no Haiti (Globo, 2007), Anna O. e outras novelas (Globo, 2007), entre outros livros. O Lísias é, não só um grande artista, dotado de uma estilo único, mas também um criterioso estudioso de literatura brasileira e internacional. Vale muito a pena ouvi-lo e lê-lo. Preparem suas perguntas.
Escrito por Fernando Carneiro às 23h37
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Encontros Livraria Capítulo 4
Gente, Tenho novidades sobre encontros literários para o mês que vem: Após minha leitura na Livraria Capítulo 4, apresentei-lhes uma proposta de evento literário que pairava na minha cabeça há tempos: convidar jornalistas, críticos ou formadores de opinião para discorrer sobre obras recém lançadas (ou relançadas) que não necessariamente adornam o canto das livrarias reservado aos mais vendidos. Penso que muita gente se interessaria em conhecer esses novos, ou não-tão-novos, autores, brasileiros e estrangeiros, que valem a pena ser investigados. O dono da Capítulo 4 empolgou-se com a ideia, visto que almeja transformar sua livraria num espaço cultural de renome, e me deu carta branca para coordenar estes encontros. Além dessas palestras, também me encarreguei de chamar gente com conteúdo para dar palestras e fazer leituras/ bate-papos sobre suas mais recente obras. Escrevo-lhes, pois gostaria de convidá-los para os três primeiros encontros: 19/11 às 19:30: Palestra O Prazer da Leitura com Eliane Fittipaldi
A leitura de uma obra literária é uma experiência privilegiada: ensina, comove, transforma, faz sonhar e viver intensamente; amplia nossa compreensão do mundo, do outro e de nós mesmos, tornando-nos mais profundamente humanos. Por que, então, em nosso mundo tecnológico, visual e imediatista, tão poucos são capazes de uma leitura inteligente, crítica, criativa? Por que a leitura é vista, pela maioria, como obrigação, e não como a enorme fonte de prazer que, de fato, é? Como se redescobre a enorme satisfação que somente o universo das histórias bem contadas, dos textos bem escritos, é capaz de proporcionar? É disto que Eliane Fittipaldi se propõe a falar na Capítulo 4: Do prazer. Da leitura. Com prazer. Eliane Fittipaldi é Mestre e Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo. Foi Professora da USP, da PUC e da FGV. Traduziu mais de trinta livros para várias editoras. Hoje, é professora de literatura em cursos livres, palestrante no meio acadêmico a respeito de teoria da literatura e da tradução literária. 24/11 às 19:30, terça-feira: Ricardo Lísias O escritor Ricardo Lísias lê trechos de “O Livro dos Mandarins”, editora Alfaguara (2009), conversa com o público e autografa exemplares. Ricardo Lísias é doutor em Literatura brasileira pela USP, ensaísta e escritor. Publicou Cobertor de estrelas (Rocco, 1999), Soldado brasileiro no Haiti (Globo, 2007), Duas Praças (Globo, 2005), Anna O. e outras novelas (Globo, 2007), entre outros livros. Início de Dezembro (data a ser confirmada) – Marcia Tiburi A escritora e filósofa Marcia Tiburi comenta sobre autores e obras recém-lançadas que lhe agrada. Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Publicou os ensaios Uma outra história da razão (Ed. Unisinos, 2003), Diálogo sobre o Corpo (Escritos, 2004), Filosofia Cinza - a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004), Metamorfoses do Conceito (ed. UFRGS, 2005). Publicou os romances Magnólia (2005) e a Mulher de Costas (2006), da série Trilogia Íntima (Ed. Bertrand Brasil). Em 2008 publicou Filosofia em Comum - para ler junto (Record). É professora do programa de pós-graduação em Arte, Educação e História da Cultura da Universidade Mackenzie, colunista da Revista Cult e participante do programa Saia Justa, do canal GNT.
Escrito por Fernando Carneiro às 23h10
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Music
Estou ouvindo sem parar uma banda chamada Ox, lembra Whiskeytown com o Neil Young nos vocais, algo do gênero. O que eu ouvi me cativou. Visitem o site dos caras e baixem algumas faixas. http://www.oxmusic.ws/mp3.html E vocês? Estão ouvindo o quê? Lendo o quê?
Escrito por Fernando Carneiro às 12h14
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Oficina de Prosa
Sábado último teria começado a oficina de prosa da Márcia Tiburi na Casa das Rosas, no entanto, como ela estava doente, a oficina começará no sábado, dia 17 de outubro (depois do feriado). Horário: das 14 às 17 horas. Seriam oito encontros, não sei se haverá um encontro extra subsituindo o primeiro ou se ela condensará a oficina em sete encontros. Boa oportunidade para quem perdeu ou não sabia. Eu a admiro muito como filósofa e formadora de opinião, não sei quais são suas ideias no campo da prosa, mas estou louco para conferir. I'll be there!
Escrito por Fernando Carneiro às 17h07
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Curso Maria Antônia
O curso centrado nas escritoras modernistas que aconteceria no Centro Maria Antônia em outubro foi cancelado por impossibilidade de alguns palestrantes. No seu lugar entrou o curso Literatura e Realidade: Fronteiras Abertas com Ricardo Lísias. Segue abaixo o programa. Me interessa. | | | | | As complexas relações entre literatura e realidade, que sempre permearam a prosa de ficção, encontram um campo privilegiado em alguns dos principais escritores contemporâneos. O curso destaca obras-chave de quatro desses autores – Philip Roth, J. M. Coetzee, Ricardo Pliglia e Enrique Vila Matas – mostrando suas diferentes maneiras de exploração dessas relações, que envolvem, por exemplo, as personas do escritor, o uso de dados históricos ou a reflexão sobre a própria capacidade de transfiguração da escrita.
Programa 6 de outubro A literatura e as personagens reais e fictícias. A obra de Ricardo Piglia. (Livro principal para a discussão: Respiração artificial.) 13 de outubro A literatura e o terrorismo. A obra de Philip Roth. (Livro principal para a discussão: Fantasma sai de cena.) 20 de outubro A literatura e os escritores. A obra de Enrique Vila Matas. (Livro principal para a discussão: Paris não tem fim.) 27 de outubro A literatura e a violência contemporânea. A obra de J. M. Coetzee (Livro principal para a discussão: Desonra.) Ricardo Lísias é doutor em Letras pela USP, ensaísta e escritor. Publicou Cobertor de estrelas (Rocco, 1999), Soldado brasileiro no Haiti (Globo, 2007) e Anna O. e outras novelas (Globo, 2007), entre outros livros. Literatura e realidade: fronteiras abertas com Ricardo Lísias 6, 13, 20 e 27 de setembro terças, 16 às 18h R$ 170 Inscrições Centro Universitário Maria Antonia – 3° andar – sala de cursos segunda a sexta das 10h às 18h Informações 3255-7182 – ramal 32 e 33 – cursosma@usp.br |
Escrito por Fernando Carneiro às 12h04
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Fotos Leitura



Escrito por Fernando Carneiro às 22h52
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Leitura Livraria Capítulo 4
Eu sei que já passou mais de uma semana desde a leitura na Livraria Capítulo 4. Deixei para escrever uma nota na semana seguinte, mas meu segundo filho, Lorenzo, resolveu vingar quatro semanas antes. Foi um susto, mas graças a deus ele veio com saúde e enorme para um recém-nascido prematuro (2.870g e 49 cm de altura). Estou cumprindo o ritmo insano de um livro num ano, um filho no outro. Ano que vem tem outro livro, agora um romance. No entanto, com certeza vou quebrar a campanha em 2011, pois pretendo ser pai de dois apenas. Voltando à leitura, não foi muita gente, éramos oito, contando com minha mulher, meu editor, o dono da livraria e sua filha, mas a conversa pegou fogo. Me deixou excitado a ponto de custar para pegar no sono. Li parte do último conto do livro, “Desconforto”, e falei sobre o desconforto como fonte de inspiração. Sobre o sujeito que não se sente alimentado por nada, que descobre-se nutrido escrevendo histórias de personagens que não se sentem alimentados por nada. Comentei sobre a “visão” literária acerca do mundo tanto como uma forma de percepção panorâmica da realidade, quanto como uma abstinência emocional do que está ao nosso redor: escrevemos porque por meio da palavra escrita nos sentimos mais protegidos? Fugimos para um estado demiúrgico que transforma o indivíduo no mundo em um personagem literário? Também valeu comercialmente, pois vendi mais uns seis livros. Conversei com o dono da Livraria e combinamos de organizar outra leitura mais para o final do ano, provavelmente em Novembro. Eu aviso.
Escrito por Fernando Carneiro às 22h36
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Dica de Leitura
 | Sinopse: Três primos atravessam o sertão cearense para visitar o avô Raimundo Caetano, patriarca de uma família numerosa e decadente que definha na sede da fazenda Galiléia. Ismael, Davi e Adonias passaram parte da infância ali, mas fizeram o possível para cortar seus laços com a terra de origem. Fazem parte de uma geração que largou o campo para nunca mais voltar. Foram viver no exterior, procuraram reconstruir a vida em Recife, em São Paulo, na Noruega. Vencedor do prêmio São Paulo Literatura deste ano, Galiléia é um romance instigante, uma odisséia no sertão nordestino. Um dos melhores romances da literatura nacional que eu li nos últimos anos e olha que eu não tenho muita paciência para histórias que se passam no sertão. Galiléia é muito mais do que uma história regional. Recomendo! |
Escrito por Fernando Carneiro às 09h31
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Encontro
Esta quinta-feira, dia 10, vai acontecer o encontro na Livraria Capítulo 4. Minha intenção não é dar uma palestra, isto deixaria a cargo de professores, mestres e críticos literários. É egocentrismo demais discurarmos sobre nossa obra. A proposta é trocarmos "figurinhas" sobre os contos do livro "Desconforto", a origem das histórias, o processo criativo, minhas obsessões, algumas reflexões, algo por aí. Nada formal, muito pelo contrário, ainda mais porque a informalidade alivia meu nervosismo, meu desconforto. É bem mais fácil falar sobre os textos dos outros (sobretudo de quem eu não tenho intimidade) como faço nas oficinas. Já, se expor na frente de parentes, amigos, colegas escritores, donos de livraria, ex alunos, invejosos e admiradores é um grande desafio. De qualquer forma, pode ser que não vá ninguém...
Escrito por Fernando Carneiro às 18h17
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